Não há dúvida de que a internet trouxe inúmeras vantagens e colocou-nos praticamente o mundo todo à distância de um click (e não dois como muito boa gente continua a fazer). Contudo, entendo que nos tempos que correm há que se conseguir controlar melhor os conteúdos que se descarregam. Com a banalização da banda larga e do tráfego ilimitado, o problema dos downloads ilegais acentuou-se ainda mais e, falando agora daquilo que mais gosto, tornou praticamente impraticável a manutenção de um clube de video ou de uma sala de cinema fora dos grandes centros comerciais. Em Pombal, o Movies Club está a fechar as portas e os outros dois existentes podem ir pelo mesmo caminho. O Pombal Cine já encerrou no ano passado e o Pombal Shopping passou a ter sessões de cinema somente ao fim-de-semana e segundas-feiras. Uma vez que continuo a resistir a descarregar um filme da net, receio ter que começar a gastar ainda mais na FNAC, Media Markt e afins, para suportar este meu vício de ver filmes.

Não tendo a ver com os downloads ilegais, mas ainda sobre os malefícios da net, chegou agora a vez de também as revistas ditas masculinas, leia-se FHM, anunciar o seu fim devido, sobretudo, ao facto de inúmeros sites publicarem as fotos das meninas e contribuirem assim para que as revistas tenham uma quebra significativa nas vendas. Já não bastava ficar sem filmes…

Pois é… o regresso foi bem mais demorado do que esperava, mas estou de volta. Agradeço os comentários que recebi, de amigos e desconhecidos, uma das razões para aqui voltar. Um deles, do irmão do Martin Sprung, tocou-me particularmente.

Quase dois anos depois do último post, muito haverá por certo para dizer. Depois da Irlanda já houve Londres (duas vezes), Hungria, Croácia, Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha e Eslovénia. Perdi a conta aos filmes vistos e revistos. Livros lidos foram bem menos, mas estou a ganhar ritmo. Fiquei sem emprego, o que não quer dizer que esteja sem trabalho e tenho uns assuntos jurídicos para resolver lá mais para o final do mês. Fui tio pela segunda vez e consegui bilhetes para os U2. Muito há para contar e, pouco a pouco, vou recomeçar a fazê-lo. Neste momento ainda estou de Ressaca depois de uma noite onde me estreei a ver os Globos de Ouro em directo (ou não fosse esse um dos filmes premiados).

Depois de uma primeira tentativa falhada de escrever aqui qualquer coisa “live from Ireland”, desta vez parece que esta tudo bem. Com excepcao da falta de acentos e cedilhas neste teclado.

Para agucar o apetite a alguns, vou apenas deixar por agora alguns topicos sobre os primeiros quatro dias irlandeses. Os relatos virao mais tarde (ou aqui ou numa conversa de cafe). Guiness, Irish Stew, Lindosvaarna, O’Connors, Rock of Cashel, Connemara, mini-saias, Rose, Laura, Yeats, neve, A Verdade da Terra, Temple Bar, Sapatos, Macdonalds as 3 da matina, Ovelhas, vacas, corvos e cavalos, cruzes, carros com volante ao contrario e a circular fora de mao,…

Amanha partimos para a ultima etapa, mas ainda ha muito para ver. Se tudo correr bem, terei que acrescentar: Donegal, Londonderry ou Derry?, Bushmills, Gigantes, ponte de corda, focas, libras, …

Ate ao meu regresso!!

Tanta coisa que havia para escrever, mas por uma ou outra razão este blogue continua um pouco parado. Espero dar-lhe novo fôlego a partir de Abril. Em termos de viagens mais ou menos recentes, ainda me falta dar a conhecer as impressões sobre Londres e a minha terceira visita a Barcelona. Por agora vou ultimando os pormenores para a primeira ida à Irlanda. Vão ser apenas cinco dias, mas por certo haverá muita coisa para ver, fotografar e contar. Estejam atentos…

foto-de-equipa.jpg

Ontem acabei de despedir-me de um amigo e colega. Uma despedida que durou bem mais do que esperaria. Soube da sua morte no final da manhã de domingo, mas apenas ao almoço de terça-feira tive conhecimento de que o corpo continuava em Pombal à espera de ser autopsiado na Figueira da Foz. Alguns problemas financeiros por parte da mãe impediam que o funeral fosse preparado. Vivemos num país em que aos pobres quase tudo é negado, e fiquei agora a saber que se ninguém se mexer, se calhar nem a um funeral teriam direito. Felizmente, muitas pessoas apareceram a dar apoio e no final tudo se resolveu a bem. Se não tivesse pegado no assunto na terça, provavelmente o Toni ainda estaria à espera de ser sepultado nesta manhã de quinta.

Quanto ao que realmente se passou na noite fatídica, ainda não sei todos os pormenores. O Toni ia para o estrangeiro e quis despedir-se em grande. Excedeu-se na bebida e terá provocado distúrbios em alguns lugares por onde passou. Acabou por cair morto na Rua do Cais. Pelo meio ter-se-á travado de razões com um empresário pombalense que supostamente o agrediu, provocando-lhe uma lesão mortal ou uma queda fatal. Falta esclarecer esse ponto, mas isso é assunto que caberá às autoridades judiciais (apesar de ter as minhas razões para não acreditar muito na investigação).

O Toni foi da minha equipa de futebol no Sporting de Pombal e, muitos anos mais tarde, colega na Radio Clube. Foi aí que convivemos mais de perto. Foi-me difícil fazer certas coisas que tive que fazer ao longo da semana, mas finalmente o Toni já pode descansar em Paz. A única coisa que nós, os seus amigos, podemos fazer agora, é não deixar morrer este caso e esperar que a Justiça seja feita.

Até sempre, colega!

PS: A foto é da equipa de iniciados do Sporting de Pombal (julgo que da época 1985/86). O Toni é o segundo a contar da esquerda na fila de baixo, ladeado por mim e pelo Mickey. Na foto está também o João (primeiro em cima à esquerda) e o Jaime (segundo a contar da direita, em cima), também eles amigos do Toni até ao fim.

Alguns amigos têm-me perguntado por novidades. O tempo para escrever não tem sido muito, mas prometo que em breve vou fazer os posts da viagem a Londres (já foi em Novembro) e do fim de semana passado na Catalunha. Em Abril já está marcada nova aventura, desta vez na Irlanda, e na companhia do Rapaz Improvisado e do presidente da Associação dos Amigos da Sesta.

Há uns tempos atrás, a outra senhora espingardou por alguém deste lado ter imprimido umas coisas do seu blog e ter mostrado ao gerente de um bar. Dizendo-se jornalista séria, escreveu sem apurar a veracidade do que dizia e aproveitou para, mais uma vez, destilar um pouco de veneno. Logo o papagaio apareceu para criticar a minha pessoa. Diziam que era pouco ético e uma baixaria aquilo que presumem tinha sido feito por mim ou por alguém que comigo trabalha. Esqueceram-se, todavia, que os blogs são públicos e que o que lá se escreve deve ser assumido. Se não querem que algum visado pelos escritos saiba… não escrevem.

Hoje estou mais feliz porque finalmente vejo que a evolução toca a todos. No outro jornal já são publicadas citações do referido blog e, até agora, a autora ainda não revelou qualquer estranheza pelo facto. Presumo então que ou ainda não leu ou manifestou a sua concordância “com tamanha falta de moral, ética e o diabo a sete”.

PS: Hoje a memória leva-me a outros tempos, quando se ouviam críticas de alguns a editoriais não assinados, e espanta-me o silêncio.

Ontem vi mais um dos bons filmes alemães deste início de século XXI. Chama-se “Sophie Scholl – Os Últimos Dias” e, como o próprio nome refere, retrata o fim da vida de uma jovem alemã de 21 anos. Sophie Scholl e o seu irmão Hans pertenciam ao grupo denominado por Rosa Branca que, durante o período da segunda guerra mundial, manteve uma oposição clandestina ao regime nazi na Alemanha. Sophie e o irmão foram presos numa manhã após distribuirem panfletos anti-regime na Universidade de Munique. Acabaram por ser condenados à pena de morte. O filme mostra os opostos entre a força e a vulnerabilidade de uma jovem que lutou por aquilo que eram as suas convicções. Apesar de alguns elementos de época, esta produção vive sobretudo dos diálogos e das boas interpretações dos seus actores, talvez com a excepção do juiz que achei um pouco estereotipada demais. A realização é sóbria, mas consegue alcançar os objectivos pretendidos.

Mas este não é um post apenas sobre um filme. Ao ver “Sophie Scholl” lembrei-me de outras produções germânicas recentes de qualidade. É o caso do excelente “A Vida dos Outros”, “A Queda”, “Adeus, Lenine” ou até “As Gémeas” (estão disponíveis para aluguer no Movies Club, passe a publicidade). Todos eles têm algo em comum. Talvez como forma de expiar pecados antigos, os alemães estão a realizar filmes sobre a sua própria história. Mas mais do que isso, fazem-no com sentido auto-crítico, e com qualidade, mesmo que o registo seja o da comédia, como em “Adeus, Lenine”. É esta capacidade que julgo faltar ainda ao cinema e até se calhar ao povo português. Estamos numa fase em que os filmes nacionais tendem a ser mais comerciais (uma boa aposta que visa aproximar o público ao cinema português) mas partindo da premissa errada de que o corpo feminino é que serve de chamariz. Uma das poucas excepções nacionais chama-se “Coisa Ruim”, um bom filme de suspense e mistério mas que não consegue captar muitas atenções.

nova-berlim4.jpgnova-berlim3.jpgnova-berlim2.jpgnova-berlim.jpg 

Num post anterior falei sobre a parte mais histórica de Berlim e agora debruço-me sobre o que a cidade tem de novo para mostrar.

É difícil descrever o que se pode encontrar na capital da Alemanha. Toda a zona por onde antes passava o Muro foi ou está em fase de reconstrução. Os edifícios modernos, com arquitecturas arrojadas, têm vindo a ocupar toda a parte circundante à porta de Brandenburgo. É ali que estão a surgir as novas embaixadas de países como os Estados Unidos ou a França, projectadas pelos gabinetes dos melhores arquitectos a nível mundial. A zona do rio junto ao Reichstag alberga os edíficios de apoio ao parlamento (foto 2) que são cada um mais arrojado do que o outro. Contudo, as margens estão disponíveis para que a população possa tirar partido delas, com amplos passeios e até mesmo uma espécie de praia no Verão, à semelhança do que acontece em Paris. É também nesta zona que fica a nova estação principal de Berlim (foto 1). Vista de fora, trata-se de um enorme complexo em vidro por onde vemos as carruagens do metro a entrar e sair num nível superior ao da rua. Por dentro é um grande centro comercial, com vários pisos. Curiosamente, os comboios aqui é que passam por debaixo do solo enquanto o metro fica à altura de um primeiro ou segundo andar.

Paredes meias com a porta de Brandenburgo fica o polémico monumento aos judeus mortos pelo nazismo (foto 4). Trata-se de um conjunto de 2711 blocos de betão, de diferentes alturas, por onde o visitante pode deambular à vontade. Os blocos estão separados entre si por 95 centímetros, não permitindo que duas pessoas possam andar lado a lado. O objectivo é levar o visitante a avançar sozinho, experimentando a desorientação, impotência e solidão das vítimas do Holocausto. Coincidência ou não… mesmo junto a este grande memorial, que tem um centro de interpretação, uma singela placa assinala o local onde ficava o bunker de Hitler. O exacto local onde o seu corpo terá sido queimado fica a poucos metros dessa placa.

Do memorial avistam-se facilmente os arranha-céus da Potsdamer Platz (foto 3). Esse deve ser outro ponto de passagem para quem quer medir o pulso à nova Berlim. Os prédios acolhem cinemas, lojas e restaurantes e são um dos pontos de encontro favoritos dos berlinenses. Para os cinéfilos, aqui existe um museu do cinema, e para os mais novos há também uma legoland indoor.

De todas as cidades que já visitei, Berlim é aquela que considero estar a preparar-se melhor para as próximas décadas. Conheço muita gente que tem alguma desconfiança em visitar a Alemanha, mas não hesito em recomendar que percam esse receio e passem por lá umas boas férias. Os vôos estão baratos e o custo de vida por lá não difere muito do nosso. Dependendo do que se pretende gastar, há sempre soluções para tudo.

berlim-reichstag.jpgberlim-reichstag2.jpgberlim-reichstag3.jpgberlim-reichstag4.jpg

O contraponto entre a velha e nova arquitectura tem no Reichstag (Parlamento alemão) o seu expoente maior. Este é o novo símbolo da união das duas alemanhas e as filas para se aceder ao seu interior começam a formar-se às primeiras horas do dia. Se quiserem entrar e ver a cúpula, obra do arquitecto Norman Foster, terão que esperar alguns minutos ou horas, ou então reservarem mesa no restaurante no topo. Desta forma o acesso é feito automaticamente por uma porta lateral. Da cúpula tem-se uma magnífica visão de Berlim, nomeadamente da reconstrução empreendida nos últimos anos.

Blog Stats

  • 28,388 hits

 

January 2012
M T W T F S S
« Feb    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  
Follow

Get every new post delivered to your Inbox.