


Num post anterior falei sobre a parte mais histórica de Berlim e agora debruço-me sobre o que a cidade tem de novo para mostrar.
É difícil descrever o que se pode encontrar na capital da Alemanha. Toda a zona por onde antes passava o Muro foi ou está em fase de reconstrução. Os edifícios modernos, com arquitecturas arrojadas, têm vindo a ocupar toda a parte circundante à porta de Brandenburgo. É ali que estão a surgir as novas embaixadas de países como os Estados Unidos ou a França, projectadas pelos gabinetes dos melhores arquitectos a nível mundial. A zona do rio junto ao Reichstag alberga os edíficios de apoio ao parlamento (foto 2) que são cada um mais arrojado do que o outro. Contudo, as margens estão disponíveis para que a população possa tirar partido delas, com amplos passeios e até mesmo uma espécie de praia no Verão, à semelhança do que acontece em Paris. É também nesta zona que fica a nova estação principal de Berlim (foto 1). Vista de fora, trata-se de um enorme complexo em vidro por onde vemos as carruagens do metro a entrar e sair num nível superior ao da rua. Por dentro é um grande centro comercial, com vários pisos. Curiosamente, os comboios aqui é que passam por debaixo do solo enquanto o metro fica à altura de um primeiro ou segundo andar.
Paredes meias com a porta de Brandenburgo fica o polémico monumento aos judeus mortos pelo nazismo (foto 4). Trata-se de um conjunto de 2711 blocos de betão, de diferentes alturas, por onde o visitante pode deambular à vontade. Os blocos estão separados entre si por 95 centímetros, não permitindo que duas pessoas possam andar lado a lado. O objectivo é levar o visitante a avançar sozinho, experimentando a desorientação, impotência e solidão das vítimas do Holocausto. Coincidência ou não… mesmo junto a este grande memorial, que tem um centro de interpretação, uma singela placa assinala o local onde ficava o bunker de Hitler. O exacto local onde o seu corpo terá sido queimado fica a poucos metros dessa placa.
Do memorial avistam-se facilmente os arranha-céus da Potsdamer Platz (foto 3). Esse deve ser outro ponto de passagem para quem quer medir o pulso à nova Berlim. Os prédios acolhem cinemas, lojas e restaurantes e são um dos pontos de encontro favoritos dos berlinenses. Para os cinéfilos, aqui existe um museu do cinema, e para os mais novos há também uma legoland indoor.
De todas as cidades que já visitei, Berlim é aquela que considero estar a preparar-se melhor para as próximas décadas. Conheço muita gente que tem alguma desconfiança em visitar a Alemanha, mas não hesito em recomendar que percam esse receio e passem por lá umas boas férias. Os vôos estão baratos e o custo de vida por lá não difere muito do nosso. Dependendo do que se pretende gastar, há sempre soluções para tudo.